
Aprendi a selecionar meus diamantes; pedaços de vidro já não me enganam mais.
Eu sinto sua falta, mas não sei até quando isso vai durar. Se você bater na porta agora, talvez eu nem abra a porta!

” Dizem que a verdade não importa, e sim o que cada um quer ver. Algumas pessoas precisam dar um passo atrás para descobrirem tudo a sua volta. Outra precisam ver que suas mentiras podem traí-las. Algumas pessoas precisam enxergar que tinham tudo, o tempo todo. E finalmente, há aquelas pessoas que precisam fugir de tudo para não olhar a si mesmas. E quanto a mim, vejo tudo mais claro agora… ”

“O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo em sua liberrérima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece seu nome.” (Hélio Pellegrino)